segunda-feira, 25 de julho de 2011

there

É mesmo complicado definir aquilo que estou a sentir. Mas também não é aquele momento tão típico meu de ficar anestesiada e não sentir nada. Porque eu sinto, só não sei o que lhe chamar. É como os "e se..." da nossa vida. E se naquele autocarro para casa eu não tivesse contado aquele segredo? E se não tivesse atendido o telefone? E se não tivesse compactado com uma surpresa e logo a seguir com a troca de olhares? E se não tivesse respondido à tua primeira mensagem? E se não tivesse ido para Andorra e pensado em ti todos os dias? E se não tivesse ido ver o benfica perder com um portista como tu? E se não tivesse ido de surpresa à festa da tua pequena? E se não tivesses aparecido do nada naquela noite de chuva onde fui aprovada pelos teus e surpreendida com um beijo na testa? E se não tivesses aquela tarde comigo no Batidos? E se não me convencesses a ir ter contigo aquela noite? E se não me desses um beijo? E se não me abrisses os olhos para o que realmente estava à minha frente? E se não te tivesses tornado no meu espelho? E se não tivesses sido aceite pelas pessoas mais importantes da minha vida? E se não gostasses dela como gostas? E se não tivesse conhecido a força que é a tua mãe? E se não me acompanhasses na noite da minha vida? E se não sentisse o teu passado tão presente? E se não tivesse lido aquelas mensagens? E se não tivesse acabado com a pessoa que me ensinou a viver? E se não me perturbasses tanto com a falta da tua amizade? Será que o destino te tinha posto à mesma no meu caminho para me apaixonar por ti e mais uma vez por mim?


Tranquila, é como me sinto.

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